Um espaço para mulheres refletirem sobre suas vivências

5.3.15

Obra em construção

Por Camila Miranda

Chegando perto da data em que se comemora o dia internacional das mulheres, me sinto hoje como uma aprendiz, alguém em treinamento sendo preparada para um desafio maior. Uma estagiária na vida. Não tenho pretenção de saber, nem desejo de ter certeza de muita coisa. Vejo a minha pequenez diante da grandiosidade da vida.
Minhas maiores mestres? As quatro principais mulheres da minha vida: minha filha, minha afilhada, minha mãe e minha avó. Cada uma do seu jeitinho me desafia e me incentiva profundamente.
O que elas têm em comum? A força feminina que pulsa em cada uma delas de uma forma única. De minha avó emana uma inteligência crua, um senso de liberdade selvagem. Da minha mãe vibra uma capacidade de amar que as vezes me assusta. É uma lealdade afetiva canina e incondicional. Ela faz valer o clichê de que no coração de mãe sempre cabe mais um... Minha racionalidade muitas vezes duvida desta possibilidade, mas meu coração logo confirma. Minha afilhada tem uma capacidade precoce de verbalizar o que é e o que sente, sem dedos, nem firulas. Ela fala o que acredita ser, para quem for, sem pudor. Minha filha tem uma força que muitas vezes me surpreende. Tamanha potência dentro de um corpo de criança. Os desafios que este quarteto me proporciona não são fáceis. Elas são mestres em me tirar da zona de conforto, mas como eu sou mais feliz com elas!
Como acredito que não há descanso antes do último suspiro, sigo na minha busca de me tornar, plenamente, humana. Acredito que nascemos com o objetivo comum de ir além do que se já é para alcançar uma forma mais amorosa de existir no mundo. Mas como? Dando um passo de cada vez. Não precisa ter pressa. Não precisa ter medo. É só um passo. Olho para esta tarefa, com destemor, com uma consciência ao mesmo tempo de humildade e de grandiosidade. Sigo me trabalhando, me construindo e desconstruindo, na busca de me permitir ser cada vez mais eu, com todas as conseqüências que isso envolve. Sem medo, sem pressa. Sigo caminhando, às vezes errando, outras acertando, mas na certeza de que a felicidade é o caminhar. Andando com fé eu vou...

E você, como se relaciona com o seu feminino? Como reconhece e agradece as mulheres a sua volta?




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