Um espaço para mulheres refletirem sobre suas vivências

29.10.14

ÉTICA NA VIDA

Nesse período pós eleição, me parece muito oportuno fazer uma pausa para pensar sobre valores. Como podemos ensinar aos pequenos ética baseada em conceitos do bem e do dever. É tão comum termos, ou vermos e ouvirmos, atitudes avaliadoras, quer de aprovação ou de desaprovação, com relação ao que fazemos ou ao que as outras pessoas fazem. Julgamos constantemente nosso próprio comportamento e, muitas vezes, também julgamos o dos outros. Através de sentimentos, como culpa ou indignação, e de pronunciamentos, tornamos público nosso julgamento. Aliás, tornar público o privado parece ser um comportamento de massa e bem atual.  Mas isso é assunto para outro dia...

Sei que muitas mães, pais e educadores gostariam que respeito, tolerância, igualdade, liberdade e capacidade reflexiva fossem não só compreendidas mas vividas e postas em prática por nossas crianças. Mas como tornar esse sonho realidade numa sociedade onde os valores do bem e do dever estão tão fragilizados?

Nossos filhos aprendem com o que fazemos e não com o que falamos. É claro que eles nos escutam e muito... As vezes, nos escutam até mais do que deveriam, porque vamos combinar que muitas mães, inclusive a que vos fala, muitas vezes exageram na quantidade de fala! A criança aprende por imitação e repetição. Ensaiam o viver dos adultos nas suas brincadeiras e essas repetições do seus registros visuais tem um peso muito maior do que os da escuta. Facilita muito o aprendizado quando estes diferentes registros são consistentes e contínuos, variando pouco de pai para mãe e professores. Quanto mais coerente forem as ações e falas as quais a criança é exposta nos diferentes meios que frequenta, mais rápido e fácil o aprendizado. Mas já em um país onde se tem poucos modelos públicos de ética, a importância dos modelos familiares cresce e muito. A máxima: educar-se para educar, ganha ainda mais significado. 

Por Camila Miranda


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