Um espaço para mulheres refletirem sobre suas vivências

23.2.11

Palavra de Mãe


Autoridade que liberta

Queridas,

Tamanha é a minha gratidão com apenas um dia de teste das novas e maravilhosas ferramentas recém-adquiridas... que escrevi um post para vocês (fiquem á vontade de publicá-lo ou não...).

Num mundo de tantas incertezas e duras cobranças, nada é mais volátil do que nossa confiança em estarmos fazendo o melhor para os nossos filhos. Eum dos piores testes de todos é quando eles nos desafiam, rebeldia cruel e escandalosa no qual crianças são mestres...

No nosso amadorismo (mescla de amor e não saber fazer!), tentamos tudo: a ameaça do medo ("vou te deixar aí, então"); a chantagem emocional ("assim você magoa a mamãe") e, Deus nos perdoe, eventuais apertões e chacoalhadas.

Refém de um adorável déspota, despi minhas angústias para a Roda de Mães, numa manhã de fevereiro. Um dia depois, narro a incrível resposta a minha nova prática, lá aprendida.

Lição número 1: você é a Autoridade. Inquestionável e legítima.

Lição número 2: use seu tamanho, sua certeza na sua Autoridade e firmeza (mas não violência) para demonstrar sua Autoridade

Lição número 3: Não desperdice palavras. Seja firme em todo o seu ser, mas econômica no discurso.

Lição número 4: Espere uma reação violenta e extrema a esta nova ordem das coisas. Prepare-se para ela.

Lição número 5: Desobediência é igual á perda de privilégios. Mas cuidado com o conceito de castigo, um poço sem fundo.

Começo o dia na minha posição de fortalecimento, mãos dadas comigo mesma e repetindo o mantra: "Eu Posso, Eu Quero, Eu Consigo". E inicia-se a batalha surda da rotina de um menino de 5 anos. "Não vou fazer o dever de casa". "Não vou almoçar". "Não vou para a escola". Duas horas e meia depois, dever feito, filho pronto para a escola. Sem almoço (portanto sem o brinquedo da sexta-feira, um dos privilégios). A reação foi violenta, com direito a chutes, tapa na cara e uma apoteótica ida esperneando e gritando até a escola. Saí exausta com o primeiro embate, mas ele estava lá, na escola e com dever feito. Sim, fiquei com o coração apertado pela falta do almoço, mas pensei que um dia só não ia ser fatal.

Horas depois, volto para buscar meu pequeno revoltado, após repetir meu ritual de "preparação". O final do dia é sempre o pior momento, todos cansados e impacientes. Sou recebida por uma criança calma, relatório de bom comportamento ao longo do dia e obediência na pracinha, na volta de casa, no banho, no jantar, no escovar os dentes... Autoridade retomada.

Não me iludo. Ainda alteei a voz mais do que gostaria e talvez tenha "contido" meu filho com mais vigor do que desejaria em alguns momentos. Mas definitivamente uma evolução. Foi o final do dia mais tranquilo dos últimos tempos. Sei que novos desafios virão, mas estou preparada. Eu sou a Autoridade. inquestionável e legítima.

Letícia Carneiro da Silva

Você pode ler outros post da autora em seu próprio blog : www.vivermaissimples.com

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